- 21 de Março
- 2011
Do MP3 ao iPhone e iPad, nós temos o controle
Já faz 10 anos que o MP3 se popularizou na internet e tornou-se o formato de mídia mais utilizado para trafegar arquivos de áudio no mundo.
O que começou como uma possibilidade de capturar as músicas do velho e bom CD e gerar uma discoteca no computador, acabou mudando completamente a maneira de ouvir música, conteúdos e até rádio, passando o controle da distribuição dos arquivos para usuários inseridos em comunidades, armados com novas gerações de dispositivos compatíveis e deixando a Indústria Fonográfica em “cheque-mate”.
Mesmo depois que as gravadoras declararam guerra contra o MP3, com suas diligências nas casas de usuários ou tentando bloquear serviços que pipocavam na internet para troca de arquivos (P2P) – e aqui podemos lembrar do Napster que voltou a virar assunto no filme Social Network (Rede Social) – , ainda assim estavam tão desesperadas em manter seu modelo de negócio que não perceberam que a culpa não era do formato compactado de arquivos, mas, sim da REDE.
Afinal, qual o sentido de ter milhões de computadores conectados pelo mundo se não for possível trocar arquivos entre eles? Sejam músicas, vídeos ou emoções. Como diz meu amigo Roberto Andrade: “A internet não é uma rede de computadores, é uma rede de pessoas”.
A indústria não demorou muito para perceber que o mundo nunca mais seria o mesmo. Começaram a “brotar” os “MP3 Players”, de todos os tamanhos e cores. Surgiram também serviços de distribuição de músicas legalizadas como o iTunes – projeto muito bem pensado por um cara chamado Steve Jobs – que, além de vender os arquivos na internet com um padrão de fácil conectividade, reinventou o MP3 Player, dando ao dispositivo status, glamour e um belo design.
Eis que surge o iPod. Mas, o cara não parou por aí, depois de inventarem o celular que também armazena arquivos MP3, Jobs não deixou por menos e inventou o MP3 Player que também é celular. E nasceu o iPhone que, além de MP3 Player e celular – hoje na sua versão 4 -, tem uma gama de aplicativos à disposição dos usuários.
O fato é que o conceito criado pela Apple revolucionou o mercado de periféricos e obrigou a indústria a entender que não se pode mais vender hardware sem serviço agregado.
Hoje, você ainda encontrará o CD do seu artista preferido por aí, mas depois de ler esse post e digitar o nome dele no Google, estará a um clique de seu último sucesso. E você nem precisa baixar a música, se preferir pode assistir ao vídeo clipe quantas vezes quiser no Youtube e, depois, enviar o link para seus amigos.
É, caro leitor, agora nós temos o CONTROLE. É bom apertar o cinto, já que a viagem está apenas começando. E o melhor disso tudo é que você nunca mais vai precisar emprestar os seus discos para aquele amigo chato que não vai lhe devolver.
* Carlos Nunes é diretor da Hotmedia – web broadcast radio & television.

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